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quarta-feira, 29 de agosto de 2007

(continuação...)

Os meses de espera valeram a pena. Ver a barriga da minha mãe crescendo... Já os enjôos eu dispensava. Meu edredom da Mônica virando do bebê, muita mudança e tudo muito especial. Lembro muito bem da primeira vez que vi a carinha dela... A enfermeira a levantou como o Rafic levantou o Simba assim que nasceu para todos os animais saudarem o filho do rei. Brinco até hoje que parecia um macaquinho vermelho, assim que olhou para a cara do meu pai caiu no berreiro. Foi bem engraçado. Naquele dia comi um Galak e pedi para fazer companhia no hospital. Mas o cansaço da noite passada era tão grande que logo depois disso, desmaie numa cadeira e acordei só na manhã seguinte.

O cheirinho de nenê era o melhor de tudo.

Depois disso foi só alegria. Ter uma boneca viva é o maior desejo de toda garota, pelo menos antes de terem celulares para crianças. Sete anos de diferença faziam com que eu achasse que era super irmã e mesmo ninguém deixando eu pegar o nenê eu fazia isso escondido. Demorou um pouco para minha mãe entender que a razão da Cau estar sempre sequinha era que quando ela tomava banho eu trocava a fralda. Mesmo eu sendo miúdinha, acabaram deixando eu ajudar.

Carregava ela de um lado pro outro. Ela não chorava nunca, desde que me lembro ela gargalhava e eu adorava torturar um pouco. Fazia cosquinha na barriga, passava o pente no pézinho. É maldade eu sei, mas sou meio viciada em gargalhada de nenê, uma das melhores coisas do mundo. Aos poucos ela foi crescendo. Depois que começou a falar não parou nunca mais. Nunca aprendeu a andar de fato, saia correndo até desabar do outro lado da sala. Depois disso mais ninguém segurava. No calor, corria pelada em volta da casa (sei que alguém vai me matar ao ler isso, mas tudo bem, faz parte!), voltava vermelha por causa da terra e tinha que ir direto para o banho, isso acontecia umas três vezes por dia. Brincava que o cachorro era um cavalo. Corria atrás dos gatos. Rolava na grama da pracinha, com roupa dessa vez. Tropeçava na calçada, levantava, batia nos joelhos e voltava a correr. Dividia o tempo brincando de escritório comigo e Cavaleiros do Zodíaco com o Dani.
Engraçada, inventava frases como NOMI TOPURDA!, que traduzido do claudiês significa NÃO ME PERTURBA!

Ela cresceu mais, na verdade nunca parou. Há algum tempo até me passou (o que não é muito difícil) e nem roubar mais meus tênis ela rouba.
A adolência ainda está acontecendo e digo que é um saco. O temperamento é realmente algo difícil. As brigas se tornam mais freqüentes, mas acho que isso acontece com todo mundo. É tão teimosa e cabeça dura quanto eu.
Mas é minha irmã!
Me sinto velha em ver essa pessoa crescida, andando ao meu lado e saber que ela foi pequenininha a ponto de nem te dentes. De eu pegar no colo e colocar para dormir toda a noite. Somos diferentes e iguais ao mesmo tempo. Tem gente que até confunde a voz no telefone.
Mas de uma coisa eu tenho certeza...
O orgulho de saber que eu ajudei, e bem de perto, a criar essa pessoa é enorme!
Ver como aquele bebezinho se tornou essa pessoa tão bonita e encrenqueira, doce e reclamona, cheia se sede por novidades e que me ensina coisas novas diariamente é muito mágico!
Em uma entonação bem gay, no melhor estilo Christian Pior eu digo:




ADOOOOOOOOOOOORO!

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Há 17 anos atrás...

Antes de mais nada, algo que deve ser cumprido! Afinal todo dia 27 de agosto é importante.

Isso porque há 17 anos atrás fui acordada no meio da noite, enrolada em um cobertor e colocada no banco de trás do fusca creme que meu pai tinha, dividindo o banco com o meu também sonado irmão.
A escolha de esperar no carro quando fosse a hora tão esperada da chegada do bebê foi nossa. Bem melhor do que ir para a casa de "amigos" de nossos pais durante a noite. Não sei porque, mas eu sabia que iria ser de noite e nada mais desconfortável do que dormir numa cama que você não conhece.

Fazia anos que pedíamos por um irmãozinho e nunca escondi de ninguém a minha preferência por uma menina. E como era de se esperar o Dani queria um menino. Por um lado se trata de uma necessidade, um aliado na guerra dos sexos, mas por outro uma companhia a mais nas brincadeiras de cada gênero. Eu queria alguém que brincasse de Barbie, ele um companheiro pra esconder Comandos no meio das cobertas.
O trato feito antes do ultra-som que iria dizer o que "estávamos" esperando era, se fosse menino eu daria o nome, se fosse menina o Dani poderia escolher. Assim a "perda" seria menor, né? Fico imaginando se um de nós dois tivéssemos escolhido algo como Cirilo ou She-ra, hahaha, como é que meus pais iriam fazer para convencer a escolher outro nome.

A médica avisou: é uma menina!

Fogos para mim!!!
Não sei o quão e se o Dani ficou chateado, mas logo o nome foi escolhido: Claudia. Eu preferia com um Ana na frente, afinal naquela época minha melhor amiga chamava Ana Claudia, e eu acha esse nome o méximo. Mas ele optou por algo mais simples e foi também de certa forma influênciado pelo papel de Louise Cardoso, a mocinha da novela Mico Preto.

O que eu teria escolhido? Hum, meio queimação de filme, mas tudo bem.
Se fosse menino seria Marcio, nome dado em "homenagem" ao menino que eu gostava... shhhhhh que ele não saiba disso! O melhor é que sei que não iria me arrepender, afinal eu ainda gosto do nome!

A anciedade era muito grande. Quem me conhece sabe que fico com borboletas na barriga por qualquer coisa, imagina então sabendo que logo logo sua família vai crescer. Esperei para saber notícias com um olho aberto e outro fechado, porque o sono estava tentando vencer a batalha e acabar com a minha vigília. Depois de um tempo meu pai apareceu, falou algo e não me lembro de mais nada. Só de já estar na escola na tarde seguinte, mal conseguindo esperar para voltar ao hospital e ver o nenêzinho que esperava por mim.

(Continua...)

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Daniel...

Somos separados por um ano e 10 meses. Ao mesmo tempo que sou mais velha, ele sempre me defendeu. Não somos gêmeos, mas nossa ligação é bem parecida. Como Yin e Yang (representam opostos, como alto e baixo, grande e pequeno, quente e frio. Ao contrário de nossa idéia ocidental de antagonismo dos opostos, eles são complementares.)
Provavelmente a pessoa que mais me conhece no mundo inteiro! Ele tem poderes mágicos e um deles é a capacidade de me ler como ninguém, mas o melhor de tudo é que para ele não preciso esconder nada.
Desde pequenos um toma a dor no outro, coisa que um dia até foi digna de vexame. Mas isso não quer dizer que as coisas em casa eram pacíficas. Todo santo dia rolava um embate. Acho que a minha magreza da época compensava a diferença de tamanho.
Quando fomos crescendo ele ouviu inúmeras histórias, me chamou de tonta e até hoje não se conforma com a minha patisse, mas é a pessoa que mais me ajudou quando eu precisei!
Ele é um doce, mas tem seus defeitos, que também devem ser mencionados aqui, para que no futuro ele não venha se gabar de tal post... porque eu sei que ele vai fazer isso! E se eu ficar fazendo propaganda meu trabalho de irmã mais velha irá aumentar. Afinal nada mais justo do que retribuir as críticas quanto aos pretendentes, certo?
Ciumento, meu querido taurino com ascendente em leão é conhecido como Sr. Cabeça Dura. Isto porque ele consegue ser mais teimoso que eu (uma façanha!) e quando não
ganha os outros no argumento, ganha no cansaço.
Quem não conhece, jura que ele é o mau-humor em pessoa. Afinal de contas não é pra todo mundo que ele mostra um sorriso. E ele se defende mesmo porque tem horror a gente mala! Mas é quase um palhaço alegrando a casa todo dia que aparece!
É uma pessoa complexa, que gosta de viver a vida de maneira simples. Meu nerd favorito que não desiste de tentar me ensinar tudo sobre o universo HQ, ao qual foi convertido na barriga da minha mãe quando assistiu (de lá mesmo) um dos Star Wars no cinema.

Uma pessoa querida.
Um garoto de ouro.
Irmão precioso com quem compartilho uma cicatriz complementar.
Adoro ele!


Dani...
Obrigada por me carregar lances de escada, pra cima e pra baixo! - liretal e figurativamente falando



*Foto tirada pela Luzia, na comemoração do Aniversário do Dani!

Obs: Esse post foi criado para comemorar o aniversário dessa pessoa tão amada por mim, mas não consegui colocar no ar antes por conta da enorme quantidade de trabalho que tive nesse último mês! Pelo menos assim consegui ser a primeira pessoa a dizer FELIZ ANIVERSÁRIO e a última também!

quinta-feira, 19 de abril de 2007

o que te faz ganhar o dia?

O SER HUMANO é um BICHO FOLGADO!
Mas o que não são 5 minutos em nossa vida?
Após ser xingada por um idiota e esperar muito, conseguir atravessar a bendita Santo Amaro e chegar intacta do outro lado. Estava crente de que minha volta para casa seria regada a muito mau humor por conta do episódio que tive com um bicicleteiro* tonto que me xingou (ele nem merece que o mencione mais nada!) e a revolta sobre o caso, mas me surpreendi.

A curiosidade tomou conta de mim. No momento que eu passava por um ponto de ônibus, o mesmo que vejo duas vezes ao dia, quando um rosto me chamou a atenção! Ao mesmo tempo chegava um ônibus que causou comoção entre as pessoas. Um mar de gente começou a se movimentar em direção a porta de entrada e em pleno lusco-fusco uma dúvida me rondava a cabeça. Será que é ela?
Tenho uma memória fotográfica boa e como pessoas dizem visão de falcão, seja dia ou noite. Mas ao mesmo tempo sou a rainha de confundir as pessoas quando estou desatenta. Como não pretendia pagar um mico gigantesco na frente de tanta gente, pensei 2 vezes.

Fazia muito tempo que não encontrava a Elaine. Mesmo essa moça toda chique, de conjuntinho preto, calça + blazer, sapatos de salto alto e cabelo preso não se parecendo em estilo com a pessoa que eu lembrava, achei que valeria a pena ver se era a tal.

A melhor parte, depois do abraço de OI + SAUDADES, foi como consegui a atenção dela. Durante o minuto que ela olhava para o itinerário do ônibus eu ainda me perguntava se era ela. Ao mesmo que tudo parecia lento, aconteceu rapidamente. Quando dei por mim estava dizendo alto:
- Não pega esse não!
Como se não pudesse dizer algo que fosse mais incisivo e direto como:
- Elaine?!
Acho que o medo de cometer uma gafe após ser xingada por um idiota poderia acabar com o restante do meu dia.
Como o esperado, ela não entendeu nada, assim como as outras pessoas que estavam lá. Então, fiz algo que deu certeza a quem assistia a cena de que eu era louca. Bati na Elaine com o meu guarda-chuva de Vovô. Mas pera aí, de todos meus defeitos Joselita eu não sou! Não usei força, foi algo parecido com uma velhinha, cutucando alguém no ombro.
Ela olhou com surpresa... e eu estava certa! No total são 4 anos sem nos encontrarmos.

A Elaine que conheci há quase 10 anos, Nerd Selvagem mudou! O aparelho fixo se foi, os cabelos pareciam castanhos e não mais ruivos. Calça jeans, botinha de camurça e suéter de lã preto deram espaço a uma mulher de negócios. Estava vendo uma futura administradora de empresas e não mais uma veterinária. Realmente a vida, assim como o mundo, dá voltas. O principal exemplo disso, a garota que não queria saber de namoro ou qualquer tipo de compromisso, será a primeira de nós (Ela, Eu, Thais, Lilian, Leticia e Nath) a se casar!

Por outro lado, ela continua a mesma! Conversamos muito! Foi quase uma hora de histórias. Uma pequena tentativa de colocar as mil coisas que aconteceram durante esse tempo que não nos vimos. Que saudades de quando nos víamos todos os dias. Das brincadeiras na hora do intervalo, as festas surpresa em cada aniversário. Os micos em dupla!

Adoro reencontros inesperados.
Adoro relembrar tempos bons.
Adoro conversar com a Elaine... é sempre muito bom!
Uma besteira quase me tirou do sério, mas no fim tudo ficou bem melhor!!!
Adoooro!


Elaine, Eu, Lilian & Leticia



* expressão muito comum em Maringá, usada para se referir a pessoas que andam de bicicleta e não possuem nenhum respeito pelos outros: pedestres, carros, animais...

terça-feira, 10 de abril de 2007

quem quer... trufas?

Essa é a semana do chocolate. Pelo menos para mim! ainda tenho alguma coisa em casa e a academia pode esperar mais um pouco. Afinal ai vem o outono, pra que se preocupar em aparecer de bikini?
Mas vim aqui pra fazer propaganda de alguém que merece! Uma pessoa trabalhadora que venho conhecendo faz um tempo. Todo dia ele me atormenta falando de delícias culinárias que vai fazer ou já fez na hora que estou no trabalho e morrendo de fome.
Sabia que ele, Sr. Lucas "Gump" Machado, havia feito faculdade de gastronômia mas os verdadeiros dotes na cozinha ainda eram desconhecidos.
Mas isso acabou no sábado passado. Quando resolvi degustar uma delicinha que ele me mandou! Estava ouvindo falar sobre as benditas trufas há algumas semanas, mas elas nunca vinham parar na minha mão.
Tive o privilégio de escolher o sabor que queria e olha, não me arrependo! Talvéz o único arrependimento que tenha, ter sido come-la na companhia de alguém. Porque a danada é mesmo muito boa... Tão gostosa que não dá vontade nenhuma de dividr. Você fica é querendo muito mais, lambendo os beiços e as pontas dos dedos!
A quantidade de Conhaque tá perfeita, por mais que o chef em questão ache que não! A noz não rouba a atenção do chocolate e vice-versa.
Por isso digo que a minha Páscoa começou algumas horas antes e em ÓTIMO ESTILO!


Agora sim a propaganda em si:
Quem quiser trufas ou pães de mel, pode me avisar porque ele aceita pedidos, seja pequenos ou grandes!

coelinho da páscoa que trazes pra mim?


Páscoa para mim é sempre uma época boa!
Pelo lado óbvio, CHOCOLATE é uma delícia! Segundo, ganhar coisas legais é sempre muito divertido. Terceiro... motivo pra "festa", né?
Quando era pequena, fui bem mimada. Uma das coisas mais legais de quando eu era menos era quando chegava a Páscoa e ao invés de ganhar apenas ovos de chocolate como todo mundo, ganhava um "super" coelho! Ele era muito bonito, nada de camada fina de chocolate ruim, era uma delícia feita com todo amor e carinho pela Tia Inha, minha tia. Com o tempo fui crescendo e mesmo contra a minha vontade, já não me animava tanto pelo fato de ser um coelho e sim porque era um chocolate bom!

Ter irmão mais novo é realmente um saco às vezes, mas da Cau não posso reclamar... muito.
Os sete anos que nos separam, fizeram com que eu a tratasse mesmo como minha bonequinha! E uma das coisas que aprendi cedo era animar as coisas no feriado mais gostoso do ano, gastronomicamente falando.
Eu e meu irmão (super adultos na época, com 7 e 5 anos) resolvemos continuar a tradição familiar! Acordar mais cedo que a gordinha (coisa que era difícil já que a menina antigamente madrugava) e brincar de coelhinhos.
Pegar talco, sujar os dedinhos e imprimir pegadinhas no chão.
Parece bem bobo, mas me divirto com pouco mesmo! E nada mais legal que ver uma pessoinha de quase um ano, engatinhando e se agarrando nos móveis (já que ainda não sabia andar direito) e ficar feliz de ver algo colorido em um lugarzinho escondido.
Porque afinal de contas, naqueles dias ela ainda não podia comer chocolate, pelo menos não muito, né? Fizemos isso durante algum tempo, até ela entender que o ovo que ganhava antes vinha do "teto" da loja.
Mas tenho que dizer... Bons tempos aqueles!