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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

dias frios

Sou uma pessoa friorenta por natureza. Pelo menos era o que eu achava até algum tempo atrás quando a minha mãe me contou que quando era pequena abominava agasalhos nos dias frios. De qualquer forma estou aqui para protestar quanto ao frio que vem fazendo na cidade de São Paulo. Ontem a noite quando voltava para casa me senti perdida no tempo. Meu corpo e mente vivem no mês de janeiro, início do ano, época em que temos pancadas de chuvas quase que diariamente e enchentes por conseqüência, mas frio? Frio do jeito que estava ontem? Nunca tinha visto!

Sei que desde que governantes em diversas partes do mundo resolveram admitir que SIM, o bendito efeito estufa existe e que SIM o AQUECIMENTO GLOBAL está aí ninguém mais fala em outra coisa.
Eu acho difícil entender porque diabos o mundo inteiro demorou a encarar essa situação. Desde que me conheço por gente ouço isso e acho que não é necessário tantos estudos e cerca de 20 anos para se admitir que enfrentamos esse problemas todos os dias. Para mim sempre foi ÓBVIO de que o ser humano e suas "grandes" invenções vêm se impondo sobre a natureza e nada mais natural de que o planeta não consiga agüentar isso.

Desviamos rios, criamos lagos, desmatamos florestas, queimamos de tudo, criamos lixo a torto e a direito. Quem realmente achou que isso daria tão certo para sempre?
De fato não sou pessimista. Acredito nas pessoas que estão em buscas de soluções para nossos problemas, como reduzir consumo de energia, reciclar de tudo e mais um pouco e torço que quem lucra com o mundo como está hoje, consiga ver adiante que o dinheiro irá perder seu valor, se o ser humano não existir mais. E acredito também que pessoas comuns, que tem tanto haver com isso como grandes industrias e coisa do tipo possam fazer algumas coisinhas para colaborar com o meio ambiente.

Muita gente vê o aquecimento global como a extinção dos dinossauros e acho que está ai um dos erros principais quando se fala desse assunto. Porque leva o povo a pensar, viveremos hoje como se fosse o último dia, isto é, “Para que pensar no futuro se não estarei mais aqui?”. Mas pensa bem, a não ser que um milagre acontece e como em filme de Hollywood um meteoro gigante resolva cruzar o caminho da Terra, nosso fim será triste. Pode não ser tão lento como tem gente prevendo, mas de fato será doloroso.
Onde o ar que respiramos será mais poluído do que na China, onde pessoas já andam com máscaras hospitalares na rua. Nossa água custará caro e tudo que é de bonito hoje deixará de existir.

Quando comecei esse post tinha em mente algo como uma cartinha para Deus ou outro ser responsável pelo clima, como São Pedro e tal. Algo como fazia quando era pequena em época de Natal, pedindo os presentes que queria ganhar. E no final as palavras acabaram tomando conta de mim e saindo praticamente sozinha. O texto está longo, mas ainda é menor do que um relatório internacional que aponta tudo o que envolve o problema que temos passado. É na verdade um desabafo, de uma pessoa que cresceu ouvindo coisas sobre ecologia, adora a natureza e todos os tipos de animais e acha que não é justo levarmos tudo isso para o saco só porque tem gente que não gosta de dar carona, ou joga bituca de cigarro na calçada.

Fui educada com a idéia de que é nas pequenas coisas que fazemos a diferença, então pense bem na sua vida e veja se não tem algo que você possa fazer, não por mim, mas por você mesmo. Não faça por favor à mim, faça como um bem para si mesmo!




troque isto

por isto


fotos retiradas da internet

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

(continuação...)

Os meses de espera valeram a pena. Ver a barriga da minha mãe crescendo... Já os enjôos eu dispensava. Meu edredom da Mônica virando do bebê, muita mudança e tudo muito especial. Lembro muito bem da primeira vez que vi a carinha dela... A enfermeira a levantou como o Rafic levantou o Simba assim que nasceu para todos os animais saudarem o filho do rei. Brinco até hoje que parecia um macaquinho vermelho, assim que olhou para a cara do meu pai caiu no berreiro. Foi bem engraçado. Naquele dia comi um Galak e pedi para fazer companhia no hospital. Mas o cansaço da noite passada era tão grande que logo depois disso, desmaie numa cadeira e acordei só na manhã seguinte.

O cheirinho de nenê era o melhor de tudo.

Depois disso foi só alegria. Ter uma boneca viva é o maior desejo de toda garota, pelo menos antes de terem celulares para crianças. Sete anos de diferença faziam com que eu achasse que era super irmã e mesmo ninguém deixando eu pegar o nenê eu fazia isso escondido. Demorou um pouco para minha mãe entender que a razão da Cau estar sempre sequinha era que quando ela tomava banho eu trocava a fralda. Mesmo eu sendo miúdinha, acabaram deixando eu ajudar.

Carregava ela de um lado pro outro. Ela não chorava nunca, desde que me lembro ela gargalhava e eu adorava torturar um pouco. Fazia cosquinha na barriga, passava o pente no pézinho. É maldade eu sei, mas sou meio viciada em gargalhada de nenê, uma das melhores coisas do mundo. Aos poucos ela foi crescendo. Depois que começou a falar não parou nunca mais. Nunca aprendeu a andar de fato, saia correndo até desabar do outro lado da sala. Depois disso mais ninguém segurava. No calor, corria pelada em volta da casa (sei que alguém vai me matar ao ler isso, mas tudo bem, faz parte!), voltava vermelha por causa da terra e tinha que ir direto para o banho, isso acontecia umas três vezes por dia. Brincava que o cachorro era um cavalo. Corria atrás dos gatos. Rolava na grama da pracinha, com roupa dessa vez. Tropeçava na calçada, levantava, batia nos joelhos e voltava a correr. Dividia o tempo brincando de escritório comigo e Cavaleiros do Zodíaco com o Dani.
Engraçada, inventava frases como NOMI TOPURDA!, que traduzido do claudiês significa NÃO ME PERTURBA!

Ela cresceu mais, na verdade nunca parou. Há algum tempo até me passou (o que não é muito difícil) e nem roubar mais meus tênis ela rouba.
A adolência ainda está acontecendo e digo que é um saco. O temperamento é realmente algo difícil. As brigas se tornam mais freqüentes, mas acho que isso acontece com todo mundo. É tão teimosa e cabeça dura quanto eu.
Mas é minha irmã!
Me sinto velha em ver essa pessoa crescida, andando ao meu lado e saber que ela foi pequenininha a ponto de nem te dentes. De eu pegar no colo e colocar para dormir toda a noite. Somos diferentes e iguais ao mesmo tempo. Tem gente que até confunde a voz no telefone.
Mas de uma coisa eu tenho certeza...
O orgulho de saber que eu ajudei, e bem de perto, a criar essa pessoa é enorme!
Ver como aquele bebezinho se tornou essa pessoa tão bonita e encrenqueira, doce e reclamona, cheia se sede por novidades e que me ensina coisas novas diariamente é muito mágico!
Em uma entonação bem gay, no melhor estilo Christian Pior eu digo:




ADOOOOOOOOOOOORO!

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Há 17 anos atrás...

Antes de mais nada, algo que deve ser cumprido! Afinal todo dia 27 de agosto é importante.

Isso porque há 17 anos atrás fui acordada no meio da noite, enrolada em um cobertor e colocada no banco de trás do fusca creme que meu pai tinha, dividindo o banco com o meu também sonado irmão.
A escolha de esperar no carro quando fosse a hora tão esperada da chegada do bebê foi nossa. Bem melhor do que ir para a casa de "amigos" de nossos pais durante a noite. Não sei porque, mas eu sabia que iria ser de noite e nada mais desconfortável do que dormir numa cama que você não conhece.

Fazia anos que pedíamos por um irmãozinho e nunca escondi de ninguém a minha preferência por uma menina. E como era de se esperar o Dani queria um menino. Por um lado se trata de uma necessidade, um aliado na guerra dos sexos, mas por outro uma companhia a mais nas brincadeiras de cada gênero. Eu queria alguém que brincasse de Barbie, ele um companheiro pra esconder Comandos no meio das cobertas.
O trato feito antes do ultra-som que iria dizer o que "estávamos" esperando era, se fosse menino eu daria o nome, se fosse menina o Dani poderia escolher. Assim a "perda" seria menor, né? Fico imaginando se um de nós dois tivéssemos escolhido algo como Cirilo ou She-ra, hahaha, como é que meus pais iriam fazer para convencer a escolher outro nome.

A médica avisou: é uma menina!

Fogos para mim!!!
Não sei o quão e se o Dani ficou chateado, mas logo o nome foi escolhido: Claudia. Eu preferia com um Ana na frente, afinal naquela época minha melhor amiga chamava Ana Claudia, e eu acha esse nome o méximo. Mas ele optou por algo mais simples e foi também de certa forma influênciado pelo papel de Louise Cardoso, a mocinha da novela Mico Preto.

O que eu teria escolhido? Hum, meio queimação de filme, mas tudo bem.
Se fosse menino seria Marcio, nome dado em "homenagem" ao menino que eu gostava... shhhhhh que ele não saiba disso! O melhor é que sei que não iria me arrepender, afinal eu ainda gosto do nome!

A anciedade era muito grande. Quem me conhece sabe que fico com borboletas na barriga por qualquer coisa, imagina então sabendo que logo logo sua família vai crescer. Esperei para saber notícias com um olho aberto e outro fechado, porque o sono estava tentando vencer a batalha e acabar com a minha vigília. Depois de um tempo meu pai apareceu, falou algo e não me lembro de mais nada. Só de já estar na escola na tarde seguinte, mal conseguindo esperar para voltar ao hospital e ver o nenêzinho que esperava por mim.

(Continua...)

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

a paz invadiu o meu coração...

Tudo anda tão corrido e acaba fazendo com que eu não tenha tempo pra mim, muito menos veja meus amigos. Mas fazer o que? É isso que significa ser adulto hoje.

Depois de uma semana pentelha, por incrível que pareça essa eu comecei com o pé direito e a última segunda foi muito boa! Por mais cansativos que os últimos dias vem sendo voltei a me divertir com pouco. Seja com uma conversa longa ao telefone, descobrindo músicas e clipes pela internet, sérias reflexões pelo messenger, pequenas coisas tem me alegrado bastante.
Acho que tudo começou por conta de um fato simples da vida. Após meses planejando finalmente uma super arrumação do quarto aconteceu. Tive que tomar coragem, colocar mascara por conta da rinite e enfrentar o monstro que estava o meu quarto. Demorou, mas hoje eu vejo as coisas estão em seus devidos lugares. Incrível o que uma arrumação, seja ela zinha ou major, faz com nosso espírito.

Hoje a calma reina e tudo parece mais bonito. Será que o mundo ficou melhor porque as roupas estão dobradas no armário, os CDs arrumados e postos em ordem alfabética, lençóis e coberta esticados? Falando isso em voz alta ou até escrevendo parece um monte de besteira, mas queria ver você conviver no caos que estava instaurado no meu quarto. Acho que tudo se deve ao efeito psicológico da não bagunça na hora de dormir! Isso até soa como nome de um "grande" estudo. Acho que as noites que eu tenho usado para "ajudar" em um certo TCC tem me contagiado de alguma forma.

Como tem sido costumeiro, um vídeo da música que me acompanhou durante a criação deste post e pertence a uma das atrações deste ano do Tim Festival...

Arctic Monkeys - "Fluorescent Adolescent"




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